quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Fatores de sucesso na apicultura intensiva



Colmeias fortes são a chave para boas produções de mel
Em continuidade do artigo anterior, enumero aqui alguns pontos chaves a levar em conta para uma apicultura mais intensiva do que um simples hoby de fim-de-semana. 


  Gosto pela atividade 

 

  Conhecimento

  • Fazer formações

Conhecer as principais florações melíferas;
Conhecer a biologia da abelha sabendo distinguir as melhores raças de abelhas para a sua região;
Conhecer a legislação apícola;
Saber onde e como instalar um apiário;
Etc.
  • Fazer um estágio ou acompanhar apicultores experientes nas suas idas ao campo.

  • Estudar muito, a Internet hoje põe tudo a nu.


  Estruturas adequadas à atividade

  • Sítios para implementação dos apiário

  • Dotar a exploração de transporte para movimentação de todo o material apícola.

  • Armazém ou armazéns para colmeias/alças/quadros/ceras/mel/pólen/bidons de mel /maquinas enfrascadoras , tanques de processamento de cera, etc;

  • Melaria ou UPP certificada para extração de mel


  Bom planeamento e organização

  • Tomar notas das operações efetuadas nas colónias

  • Planear de antemão o que fazer

  • Estabelecer prioridades

  • Tomar notas contabilísticas e estar a par do andamento das contas da exploração.


  Maneio

  • Saber reconhecer e atuar perante debilidades/doenças da colmeia

  • Fazer uma boa seleção de rainhas

Fazer criação de rainhas;
Saber identificar as boas matriarcas;
Utilizar bons métodos para uma boa percentagem de fecundação;
Reconhecer zonas de congregação de zangão e/ou estimular a criação de zangãos de colmeias selecionadas;
Bom plano de substituição periódica de rainha.
  • Adequar a exploração para aproveitamento das florações

Se necessário, estimular com alimento artificial o fortalecimento das colónias e usar o timing correto para tal;
Utilizar núcleos ou colónias saudáveis para fortalecer colmeias produtivas;
Transumar para zonas com melhores florações;
Colocação das alças nos timings corretos;
Se possível, fazer plantações melíferas relevantes nas proximidades de seus apiários.
  •  Bom plano para repor efetivo devido a potenciais perdas.

Fazer bom uso da prática de desdobramento utilizando núcleos.
Repor efetivo através da aquisição de núcleos ou packs de abelhas.
  •  Tratamentos das ceras

Bom plano de substituição de ceras;
Bom maneio no armazenamento das ceras “puxadas”.
  •  Em caso de produção de pólen, um bom plano diário de recolha e processamento do pólen.

  •  Crestar utilizando as regras de higiene e segurança alimentar.


  Promoção dos produtos

  •  Uso de meios publicitários

  •  Oferta de produtos de qualidade

     

Escoamento dos produtos

  • Contratualização com revendedores/distribuidores

  • Encaminhamento dos produtos para as cooperativas/associações



Basicamente, requer-se muito rigor ao aplicar cada um destes pontos. Nesta lista faltam obviamente itens nomeadamente a quem deseja se especializar em produzir sub-produtos da colmeia, como a geleia real, própolis, apitóxina e enxames, ou produzir rainhas em larga escala. Uma chamada de atenção especial para os métodos de controlo de enxameação, que com a devida experiência dos apicultores e boa seleção de rainhas, é um ponto que será naturalmente tomado em conta. Falta também algo que não pode ser desconsiderado de forma nenhuma que é o combate especifico à varrose embora seja focado na lista as doenças, esta é quase uma moléstia crónica e, como tal, merece um tópico especifico, mas, felizmente para mim, ainda não tenho que lidar com a varroa e como tal não sou especialista na matéria embora a tenha estudado e feito trabalhos com apresentações sobre ela. Admiro em especial o método de tratamento orgânico que é descrito e usado pelo Afonso Silva, autor do Blog Abelhas do Agreste. Mas sinceramente, não arrisco a aconselhar nenhum método pois nunca experimentei na pratica nenhum.

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